Se você é do tipo que adora plantas diferentes, daquelas que têm história, cheiro de infância e ainda enchem a mesa de cor e sabor… então prepare-se para redescobrir um verdadeiro tesouro verde: as PANC — Plantas Alimentícias Não Convencionais. Sim, aquelas que nossas avós cultivavam no quintal, mas que andavam esquecidas nos últimos tempos.
Agora, essas espécies tradicionais voltaram com tudo! Estão em hortas urbanas, pratos de chefs renomados e até nas varandas de quem resolveu plantar o que come. E o melhor: muitas delas são lindas, fáceis de cultivar e super nutritivas.
O que são as PANC e por que tanta gente voltou a plantar?
As PANC são plantas com potencial alimentício que, por muito tempo, ficaram fora do prato da maioria das pessoas — seja por falta de informação, seja por preconceito com o que é “do mato”. Mas agora o jogo virou: elas são símbolo de alimentação consciente, cultura regional e saúde natural.
Essas plantas crescem com facilidade no nosso clima tropical, são resistentes e têm um valor nutricional que muita verdura de supermercado não entrega. E o mais legal: elas fazem parte da história de muitas famílias brasileiras, especialmente no interior e em comunidades tradicionais.
Entre as queridinhas dessa nova onda estão:
- Ora-pro-nóbis – rica em proteína vegetal e ferro
- Taioba – super versátil, desde que bem cozida
- Peixinho da horta – crocante e ótimo empanado
- Capuchinha – com flores comestíveis lindas e picantes
- Beldroega e vinagreira – que crescem quase sozinhas!
Dá pra cultivar PANC em casa?
Sim! E você nem precisa de um quintalzão. Muitas PANC se adaptam super bem a vasos, canteiros pequenos ou hortas verticais — o que é perfeito para quem mora em apartamento ou tem pouco espaço.
Dicas básicas pra cultivar sem erro:
- Use mudas de fonte confiável, especialmente para plantas que exigem preparo antes do consumo (ex: taioba).
- Escolha um local com bastante sol ou meia-sombra, dependendo da espécie.
- Prepare um solo rico e fofo, com boa drenagem e adubo orgânico.
- Regue com frequência, mas sem encharcar.
E atenção: algumas PANC só podem ser consumidas após o cozimento, como a taioba, que tem substâncias tóxicas se ingerida crua. Sempre verifique a forma correta de preparo.
Benefícios das PANC: nutrição, sabor e conexão com a terra
Inserir PANC na alimentação é como abrir um baú de sabores esquecidos — e super nutritivos! Muitas dessas plantas são fontes de fibras, ferro, antioxidantes e vitaminas que fazem um bem danado para o corpo.
Benefícios mais comuns:
- Fortalecimento do sistema imunológico
- Prevenção de anemia (em espécies ricas em ferro e vitamina C)
- Propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias
- Maior variedade no cardápio do dia a dia
- Estímulo à agricultura urbana e familiar
E ainda tem o charme: flores como begônia, cravina e capuchinha são comestíveis e deixam qualquer prato mais bonito — e saudável.
Como essas plantas estão transformando jardins e cozinhas
As PANC não só voltaram para o prato, mas também para o paisagismo! Muitas delas têm flores vibrantes, folhas exuberantes e crescem formando cercas vivas, como a ora-pro-nóbis.
Além de decorarem o jardim, essas plantas dão um show de funcionalidade: são resistentes, atraem polinizadores, servem de alimento e ainda ajudam na educação alimentar das crianças. Já pensou ter uma “hortinha com história” na sua casa?
Elas também têm um quê de resistência cultural. Ao cultivar PANC, você apoia a biodiversidade brasileira, resgata saberes tradicionais e participa de um movimento alimentar mais saudável, sustentável e afetuoso com o nosso território.
Conclusão: um reencontro com as raízes — literalmente
Num tempo em que tudo parece corrido e artificial, redescobrir as PANC é como voltar pra casa. Essas plantas carregam memória, afeto e nutrição. São simples, acessíveis e cheias de possibilidades — tanto no jardim quanto na cozinha.
Se você ainda não cultivou nenhuma, talvez agora seja a hora de dar uma chance. Quem sabe aquela plantinha esquecida no quintal da infância seja o novo destaque da sua horta urbana?